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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Como eletrodoméstico, pneu terá selo de eficiência

Os pneus passarão a ser classificados pelo Inmetro conforme sua segurança e eficiência energética. Eles receberão um selo semelhante ao dos eletrodomésticos, com categorias de "A" a "G".

 As etiquetas seguirão o novo modelo europeu.

 Serão avaliados ruído externo, aderência ao solo molhado e resistência à rodagem (quanto maior a resistência, maior o consumo de combustível e a emissão de CO2).

 "O regulamento deve entrar em vigor gradativamente a partir de 2014. A ideia é que seja compulsório", diz Alfredo Lobo, do Inmetro.

 Empresas do setor, porém, dizem que estarão prontas só em 2015 e que negociam a data com o órgão. "Precisamos investir para realizar testes", diz Bruno Blanc, da Michelin.

 Para atender as exigências, as empresas precisarão desenvolver tecnologias e introduzir novas matérias-primas.

 A Pirelli informa que já tem uma linha que se enquadra no perfil, desenvolvida por seu centro de pesquisa global. Para adaptá-la à condição brasileira, foram gastos R$ 20 milhões, segundo o diretor da empresa Roberto Falkenstein.

 As características de resistência à rolagem e aderência ao solo molhado, no entanto, são conflitantes. "Tentamos equilibrar, mas as fábricas precisarão se adaptar de acordo com a característica que vão privilegiar", diz Renato Sarzano, diretor da Continental.

 Giano Agostini, da Goodyear, considera a medida positiva para o segmento, pois "serão diferenciadas as empresas que se alinharem".

 A implementação das etiquetas nos mercados europeu, brasileiro e coreano fará o segmento de pneus de alto desempenho crescer mais de 75% no mundo até 2015, segundo a Lanxess, produtora de borracha sintética.
  

Motores V6 da Chevrolet show nas ruas de São Paulo

Os motores V6 produzidos pela Chevrolet para a IZOD IndyCar Series estiveram presentes na São Paulo Indy 300, corrida que foi disputada nas ruas de São Paulo, em um circuito de 4,06 quilômetros. Foi a primeira aparição no Brasil do motor Chevrolet V6 de 2,2 litros, twin-turbo, com injeção direta e que é alimentado por etanol E85.  Depois de voar mais de 8.000 quilômetros, as equipes que ostentam a gravata da Chevrolet e os pilotos enfrentaram um circuito que apresenta um conjunto de circunstâncias diferente de todos os outros. Os engenheiros da Chevrolet e seus parceiros trabalharam incansavelmente com os engenheiros das equipes na preparação dos carros para a etapa brasileira.



"Cada circuito da IZOD IndyCar Series representa novos desafios para as equipes que utilizam os motores V6 da Chevrolet", afirma Chris Berube, gerente da Chevrolet Racing para a IndyCar Series. "A corrida deste final de semana, nas ruas de São Paulo, não foi uma exceção. Além das diversas mudanças na superfície do circuito, o circuito do Anhembi tem a característica de ser o mais elevado de todo o calendário da Indy, ficando a mais de 800 metros acima do nível do mar. Como consequência disso, nossos engenheiros enfrentaram uma nova dinâmica no acerto dos turbos e também no sistema de refrigeração dos motores".



Resultados da corrida:

Passadas quatro etapas da temporada da Indy, o australiano Will Power lidera o campeonato com 180 pontos, com três vitórias seguidas. O vice-líder é Hélio Castro Neves, também da Penske, com 135 pontos.

Esta é a terceira temporada consecutiva em que Power tem um início melhor que os rivais. Nas outras, não conseguiu manter o fôlego para chegar ao título.



"Em 2010, fui mal nos circuitos ovais. No ano seguinte, eu até tinha mais vitórias que meus adversários, mas meus resultados ruins eram muito ruins", contou Power.



Castro Neves acredita que a distância para o australiano não é tão grande. "Não pode deixar passar de 50 pontos de diferença." Vitória na Indy rende 50 pontos.



A próxima prova é em 27 de maio, no mítico oval de Indianápolis.
 

Força da Chevrolet presente na Agrishow 2012

 A força da Chevrolet está presente mais uma vez na Agrishow 2012 – a 19.a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação -, que se realiza a partir desta segunda-feira (30/04/2012) e até a próxima sexta-feira (04/05/2012), em Ribeirão Preto (SP). Uma das grandes atrações do estande da marca é a nova S10, modelo lançado em fevereiro último e que já lidera, desde março, as vendas no segmento das picapes médias no país.

A S10 é um projeto global totalmente desenvolvido no Centro Tecnológico da General Motors do Brasil, localizado em São Caetano do Sul (SP), que será produzido e vendido em várias partes do mundo. Para demonstrar as qualidades de seu novo produto, a Chevrolet preparou uma pista off road ao lado de seu estande, que permitirá ao usuário conhecer na prática o desempenho do modelo em todo tipo de terreno.

"Acompanhamos a expansão do agronegócio, que colocou o Brasil como líder perante diversos países, incluindo economias mais maduras. Nossos investimentos também focam a participação da empresa em feiras de agronegócios", destaca Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors do Brasil.

Segundo ele é fundamental a participação da Chevrolet na Agrishow, a mais importante feira de agronegócio do país, que propulsiona negócios a cada ano em torno de R$ 2 bilhões, considerando todos os segmentos industriais presentes e também da agropecuária.

Além da S10 estarão expostos também a picape Montana, o utilitário esportivo Captiva AWD (tração 4x4), além dos novos automóveis recém-lançados como os Cruze (sedã) e Sport6 (hatchback) e o Cobalt (sedã).

Pedro Luiz Dias, diretor de Comunicação Social da GM do Brasil, tem acompanhado a expressiva evolução do agronegócio no Brasil e no mundo, um dos principais segmentos das economias brasileira e mundial. "Com este cenário de crescimento temos marcado presença forte com a marca Chevrolet nos acontecimentos que integram esta importante atividade. Neste ano de 2012, por exemplo, já confirmamos a participação nos principais eventos de agronegócio no Brasil".

Nova S10 novamente na liderança do segmento

A nova S10, mesmo tendo sido lançada em fevereiro último, rapidamente assumiu a liderança, já no mês de março, nas vendas no segmento brasileiro de picapes médias. E assumiu também a liderança acumulada no primeiro quadrimestre de 2012, já que o modelo fechou com um emplacamento acumulado no período de janeiro a abril em torno de 10 mil unidades, com participação de 29%. A nova S10 substitui o antigo modelo, que foi líder consecutivo nos últimos 16 anos, no período de 1995 a 2011. Da atual frota circulante no país de picapes médias, a S10 tem quase a metade, com quase 500 mil unidades.

"A nova S10 é, de fato, um sucesso no mercado brasileiro, e nossa área de vendas no varejo e também corporativas estará presente na Agrishow 2012, oferecendo atendimento profissional e condições diferenciadas para os integrantes desta importante cadeia do agronegócio", acentua Nenad Lucic, gerente de Vendas Diretas da Chevrolet.

A Agrishow 2012

- 19ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

- Data: de 30 de abril a 04 de maio de 2012

- Horário de funcionamento: das 8h às 18h

- Local: Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste / Centro de Cana (Rodovia Antônio Duarte Nogueira Km 321 - Ribeirão Preto - SP) Área Global de Exposição: 360 mil m2

- Com o objetivo de otimizar a visita dos compradores, os organizadores da feira viabilizaram a entrada do evento através de duas portarias (Norte e Sul), além de concentrar os expositores por área de atuação. Neste sentido, a configuração da planta foi regionalizada em dez segmentos: aviação, irrigação, ferramentas, caminhões/ônibus/transbordos, máquinas para construção, agricultura de precisão, armazenagem, pecuária, pneus e automobilístico.

- Serão 780 expositores (2011 foram 760) e a organização espera superar o público da edição anterior, de 146.832 visitantes.
   

quarta-feira, 14 de março de 2012

Marcas de luxo mudam para alcançar novo nicho do segmento de entrada

As marcas alemãs de carros de luxo, Mercedes-Benz, Audi e BMW, vivem em pé de guerra disputando palmo a palmo os novos nichos do glamoroso mercado premium. Nos últimos anos, Audi e BMW vêm mudando a cara de seus automóveis de entrada para conquistar o público jovem. Isso fica bem claro nos modelos Série 1 da BMW e no A1 e A3 da Audi. A Mercedes-Benz ficou um pouco à margem dessa briga por não ter um carro que se encaixasse nessa faixa de estilo jovial e de preços competitivos.
Com o lançamento do novo Classe A, que ocorreu nesta semana em Genebra, a Mercedes não só resolveu essa questão, como também criou um novo parâmetro para o segmento de entrada das marcas premium. O hatchback da montadora de Stuttgart eleva o nível da disputa com seu design dinâmico e tecnologias inovadoras.

A motorização do Classe A na Europa irá do ecológico motor a diesel de 109 cv de potência que emite apenas 99 gramas de CO2 por quilômetro, até o moderno 2.0 turbo a gasolina que desenvolve 211cv de potência. Ao todo serão seis motorizações, todas com injeção direta e sistema Star/Stop.
A Mercedes deve trazer o novo Classe A ao mercado brasileiro no início de 2013. É possível que o modelo seja a estrela da marca já no Salão do Automóvel de São Paulo no final deste ano.

De olhos abertos

Mas se engana quem pensa que Audi e BMW ficaram quietas vendo o nascimento do novo Classe A. No mesmo evento suíço, a Audi lançou a terceira geração do compacto A3 – prevista para chegar ao Brasil no segundo semestre deste ano. A BMW já havia apresentado no ano passado a nova linha do Série 1, que será lançada nesta semana no Brasil.

Visualmente, o novo A3 traz a nova cara da Audi, que não economiza nos Leds para iluminação diurna e com a enorme grade hexagonal. Aspectos que deixaram a nova geração com jeitão mais esportivo se comparado com a versão atual. A traseira conta com um visual limpo e sem extravagâncias, o que também é uma marca dos carros alemães.

Essa é a mesma fórmula encontrada no interior do A3: um acabamento impecável, mas sem excessos. Tudo está ao alcance do motorista e os passageiros são muito bem tratados tanto no banco dianteiro como no traseiro.

A Audi está oferecendo três opções de motorização na terceira geração do A3. No mercado europeu o cliente pode escolher entre o 1.4 TFSI de 122 cv de potência e câmbio manual de seis marchas, 1.8 TFSI (gera 180 cv e tem transmissão automática de sete velocidades S-tronic) e 2.0 TDI (diesel e turbinado, produz 150 cv e câmbio manual de seis marchas).

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terça-feira, 13 de março de 2012

Astra usado vende bem

O Astra, que deixou de ser produzido no fim do ano passado, tem boa procura entre os usados. Um dos atrativos do Chevrolet, que pode ser encontrado por preços até R$ 2.500 abaixo da pesquisa semanal do JC de quarta-feira, é a boa lista de série.

De acordo com o consultor da ADK Automotive, Paulo Garbossa, todo modelo que sai de linha tem desvalorização de 20% a 22%. "A depreciação média de qualquer carro que sai da concessionária é de 15% no primeiro ano", compara o especialista.

Em lojas da capital, há boa oferta do médio. Segundo os vendedores, o hatch sai mais fácil que o sedã.

Gerente da Detroit, multimarcas na zona sul, Robson Real destaca o bom acabamento do modelo como seu principal chamariz. No estoque da loja há um sedã 2011 que, segundo ele, tem apenas 3.500 km rodados e é oferecido a R$ 43.900.

Esse preço está R$ 3.500 acima do publicado pelo JC na quarta-feira. "O carro tem cheiro de novo, por isso o valor mais alto", diz Real. "Mas dá para negociar."
Na Mambrini (2302-1717), multimarcas da zona leste, um hatch ano 2010, cor prata, quatro-portas, com 30 mil km, está à venda por R$ 32 mil. Esse valor está abaixo do apurado pela pesquisa publicada no jornal, cuja média era de R$ 35.544.

Na Brauls (2308-0400), loja de usados na zona sul, um Astra com a mesma configuração do acima, na cor vermelha, é oferecido a R$ 34 mil, valor cerca de R$ 1.500 abaixo da média da pesquisa.

Na zona norte, a Lara Veículos (3978-8045) também tem um hatch de mesmo modelo e ano, na cor preta, por R$ 33.990.

Não é difícil encontrar unidades mais antigas (e baratas). Em Santo André, por exemplo, há um sedã com motor 2.0, ano 2008, que pode ser adquirido a R$ 28.900 na Union Multimarcas (4475-1481). Como comparação, na pesquisa do jornal o carro estava cotado a R$ 30.595.

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Governo volta a agir para conter alta do real

O governo aumentou de três para até cinco anos o prazo mínimo para a isenção da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir de hoje. Toda operação de empréstimo externo liquidada com menos de cinco anos será tributada em 6%. O objetivo é conter a valorização do real.

Esta é a quarta vez que o governo amplia esse prazo. A última foi em 1º de março, quando o prazo mínimo aumentou de 720 dias para três anos. O decreto foi publicado hoje no Diário Oficial da União.

A decisão do governo em ampliar o prazo não deve representar uma grande surpresa para o mercado, que tem trabalhado com a expectativa de novas medidas cambiais desde que o governo intensificou suas intervenções.

O prazo da cobrança do IOF já tinha aumentado de 720 para três anos no início de março, depois que o Banco Central Europeu (BCE) começou a injetar bilhões de euros nos bancos europeus, aumentando a liquidez internacional. A nova medida cambial em tão pouco tempo sinaliza que o governo tem a expectativa de um fluxo de dólares ainda maior no País nas próximas semanas.

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Veículos terão chip de identificação ainda este ano

Vai começar a funcionar em julho o projeto que prevê a instalação de chips de identificação em toda a frota de veículos do país. O Ministério das Cidades trabalha nos últimos detalhes da nova regulamentação do projeto, para que, a partir de 30 de junho, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) esteja com a infraestrutura pronta para dar início à instalação da "placa eletrônica" em 70 milhões de veículos.

O polêmico Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) é uma ambição antiga do governo, alimentada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi lançado em 2006, com a pretensão de "chipar" todos os carros do país até 2009, mas acabou no limbo após questionamentos técnicos e uma saraivada de críticas do Congresso, que acusaram o governo de criar um verdadeiro "big brother" nacional ao promover a invasão indiscriminada da privacidade das pessoas.

Agora, o governo volta à carga e promete que é para valer. Há poucas semanas, o projeto foi tema de reunião na Casa Civil, que cobrou agilidade em sua execução. Para aplacar as polêmicas, o governo decidiu reformular completamente o projeto. O novo texto que regula o funcionamento do Siniav já está na mesa do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para ser homologado e deve ser publicado no mês que vem. O Valor teve acesso a detalhes de como vai funcionar o programa.

A colagem do chip - que fica preso a uma etiqueta - será feita no para-brisa dos carros. A instalação ficará sob responsabilidade do Detran de cada Estado. A partir de julho, os Detrans estão livres para iniciar a instalação na frota nacional. Cada órgão estadual terá liberdade para estabelecer seu cronograma de instalação e definir o modo como esse trabalho será feito. O Denatran vai exigir, no entanto, que até junho de 2014 todos os carros do país estejam com a etiqueta eletrônica colada no para-brisa.

O uso obrigatório não está restrito aos carros de passeio. Pelas regras do Denatran, órgão que é vinculado ao Ministério das Cidades, motos, ônibus, caminhões, tratores e veículos especiais também estão na lista.

Uma vez instalado o chip, o carro terá seus dados captados por meio de antenas, por meio de um sinal de radiofrequência, mesma tecnologia usada no serviço de pedágio Sem-Parar, muito comum nas estradas de São Paulo.

Para evitar uma das maiores queixas feitas ao projeto anterior - o armazenamento indiscriminado de informações pessoais -, o Denatran decidiu criar dois bancos de dados distintos para armazenar dados coletados. A definição sobre que tipo de informação será captada e qual será a sua finalidade dependerá, exclusivamente, da condição do carro.

Num primeiro banco de dados serão guardadas informações de veículos que estejam em situação regular, ou seja, aqueles que não têm nenhum tipo de pendência ou restrição. Já o segundo banco de dados vai armazenar informações de carros com licenciamento vencido, bloqueio judicial, falta de inspeção ambiental, notificação de roubo ou furto, entre outros problemas.

Dos carros que estiverem em situação regular, o Denatran vai guardar o número da placa, o modelo, o ano e a cor do veículo. Diferentemente do projeto original, não serão mais armazenadas informações como números do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e do chassi do carro. Esses dados ficarão guardados e disponíveis por até dez dias e, após esse prazo, serão automaticamente apagados.

A situação é diferente para veículos que tenham algum tipo de restrição. Nesse caso, além dos dados básicos do carro, será informado que tipo de problema foi identificado. A partir daí, um alerta nacional será dado a todos os agentes sobre a situação do veículo. As informações serão guardadas enquanto o problema não for solucionado.

O armazenamento temporário de dados de veículos em condição regular está atrelado apenas a situações específicas e emergenciais como, por exemplo, a ocorrência de um sequestro. Tome-se como exemplo uma situação em que a notificação de sequestro só chegou à polícia um ou dois dias depois do ocorrido. Nesse caso, a polícia terá meios de pedir ao Denatran que aponte a localização das antenas por onde o carro passou enquanto o sequestro não havia sido notificado, ou seja, enquanto o veículo ainda figurava como um automóvel em condição regular.

Seja qual for a situação do carro, os dados serão gerenciados pelo Denatran e enviados automaticamente para todos os órgãos ligados ao Siniav, como Polícia Rodoviária, Detrans, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Receita Federal etc.

A gestão dessas informações levará em conta o perfil de acesso de cada instituição. Um órgão como a CET, por exemplo, poderá receber apenas informações sobre o fluxo de carros em certa cidade, enquanto a Polícia Federal terá acesso à localização de veículos roubados.

"É o veículo que interessa, não a pessoa. Não há nenhum dado pessoal filtrado pelo sistema. Não temos interesse nenhum de ser big brother", diz Roberto Craveiro Rodrigues, coordenador-geral de informatização e estatística do Denatran. "O Estado não é dono da informação. Ele é apenas seu fiel depositário. A informação é sua, seu nome lhe pertence. Perseguimos isso o tempo todo para elaborar esse projeto. "

A disposição do governo em enfrentar as prováveis resistências que deverão ser feitas ao projeto se apoia no fato que, com a "placa eletrônica", será possível melhorar a gestão do tráfego, a fiscalização dos veículos e a segurança da população.

Novo sistema vai usar antenas de vários órgãos ligados ao trânsito - O governo vai dar início a uma verdadeira força-tarefa com agentes federais para acelerar a adoção do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav). No modelo antigo, todas as antenas de captação dos dados estavam a cargo do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e dos Detrans de cada Estado. Agora, além da infraestrutura já disponível pelos Detrans, foram engajadas no projeto instituições como o Departamento Nacional de Transportes Terrestres (Dnit), a Companhia de Engenharia de Tráfego (CEF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O plano é integrar em uma única malha todas as antenas de transmissão de dados dessas organizações e, a partir daí, compartilhar os dados coletados. "Ainda não temos um levantamento sobre o volume de antenas já instaladas que possam ser usadas, mas sabemos que é um volume grande", diz Roberto Craveiro Rodrigues, coordenador-geral de informatização e estatística do Denatran.

O Ministério das Cidades vai gastar cerca de R$ 5 milhões em sistemas e equipamentos para iniciar o projeto, daqui a três meses. Segundo Rodrigues, o compartilhamento das antenas entre agentes federais, estaduais e até municipais não estava previsto na versão original do projeto. É esse tipo de lacuna que a nova regulamentação prevê. "Tínhamos uma boa ideia nas mãos, mas realmente faltava um plano de negócios", comenta.

Apesar das mudanças no modo de operação do projeto, Rodrigues afirma que nada mudou em relação à tecnologia que será utilizada, a qual foi desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, de Campinas (SP). O projeto brasileiro é acompanhado com lupa por dúzias de fornecedores internacionais de equipamentos e sistemas. Na última semana, na sede do Denatran, a mesa de Roberto Craveiro Rodrigues estava repleta de cartões de visitas. "Todo dia tem empresas batendo nessa porta. Todos sabem da grandiosidade desse projeto", diz.

Apesar das medidas já tomadas pelo governo para emplacar seu projeto e do prazo curto para isso, nada garante que o assunto não volte a causar polêmica no Congresso Nacional. Em 2007, o então deputado Raul Jungmann (PPS/PE) chegou a mobilizar a Câmara para que o Siniav fosse abandonado, sob o argumento de que o programa fere a liberdade de trânsito das pessoas.

México rejeitará proposta brasileira, diz Reuters

O Brasil quer ampliar para 45% o porcentual de conteúdo nacional usado pelas montadoras instaladas no México e limitar em US$ 1,4 bilhão por ano a entrada de veículos mexicanos no País com isenção de Imposto de Importação. Esta foi a proposta encaminhada na quinta-feira à noite aos representantes do governo mexicano que negociam a revisão do acordo automotivo Mercosul-México.

Segundo uma fonte do governo, o porcentual seria ampliado gradualmente, inicialmente para 35% e até atingir 45% ao longo dos próximos quatro anos. Hoje está em 30%.

A cota anual teria validade para os próximos três anos. O valor foi calculado pela média das importações brasileiras de veículos leves do México em 2009, 2010 e 2011.

A proposta também prevê o início imediato do livre comércio com veículos pesados (ônibus e caminhões), segmento em que o Brasil é competitivo. Pelo acordo em vigor, haveria isenção de Imposto de Importação para estes veículos somente em 2020.

Os negociadores brasileiros tinham uma expectativa de concluir as negociações ontem, prazo final fixado para fechar o novo acordo. Até o fechamento desta edição, Nem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nem o Itamaraty tinha recebido resposta do governo mexicano.
No entanto, a agência de notícias Reuters informou que uma fonte do governo mexicano antecipou que a proposta brasileira será rejeitada e foi considerado como uma intenção de pôr fim ao acordo bilateral.

Desequilíbrio

O Brasil alegou desequilíbrio nas relações comerciais entre os dois países para iniciar a revisão do acordo que vigora como livre comércio para veículos leves desde 2007.

Por determinação da presidente Dilma Rousseff, os negociadores brasileiros ameaçaram romper (denunciar, no jargão técnico) o acordo caso houvesse recusa do México em discutir os parâmetros.

No entanto, a agência de notícias Reuters informou que uma fonte do governo mexicano antecipou que a proposta brasileira será rejeitada e foi considerada como uma intenção de pôr fim ao acordo bilateral.

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sábado, 3 de março de 2012

Substituto de Zafira e Meriva é flagrado em SP


Lançamento da minivan Chevrolet Spin deve ocorrer semanas antes do Salão do Automóvel de São Paulo
O penúltimo lançamento do ano da General Motors está próximo de chegar às concessionárias. O fato é que modelos camuflados da nova minivan Chevrolet Spin são cada vez mais comuns nas ruas. Desta vez foi o internauta Rodrigo Moraes Diviziis que flagrou uma unidade de fábrica disfarçada, rodando pela Marginal Tietê, em São Paulo

















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sexta-feira, 2 de março de 2012

Vendas de automóveis e comerciais leves caem em fevereiro

As vendas de automóveis e comerciais leves novos no Brasil em fevereiro caíram 6,6 por cento sobre janeiro e recuaram 8,9 por cento sobre um ano antes, informou nesta quinta-feira uma fonte com acesso a números preliminares.

Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves no mês passado, que contou com a incidência do feriado do Carnaval, somaram 235.896 unidades, segundo a fonte.








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Fracassa tentativa brasileira de revisar acordo com México

Fracassou a tentativa brasileira de renegociar o acordo automotivo com o México, o ACE 55 – ao menos por enquanto. Nem mesmo a participação direta dos ministros da indústria e comércio e das relações exteriores dos dois países foi suficiente para chegar-se a novos termos, ao contrário da expectativa de diplomatas brasileiros do Itamaraty, em Brasília, DF.

Segundo fonte do Itamaray diretamente ligada às conversas consultada pela Agência AutoData "houve avanço, mas não acordo".

A última reunião realizada na terça-feira, 28, com participação dos quatro ministros, começou com mais de três horas de atraso, próximo às 21h – a agenda previra 17h30. A razão: os mexicanos estenderam conversa interna de seus técnicos, justamente a que precedia esta reunião, na qual esperava-se sacramentar as novas regras.

Fonte do MDIC ouvida pela Agência AutoData afirmou que o novo acordo não saiu apenas por um de três itens pedidos pelo Brasil. Os mexicanos teriam aceitado criar um sistema de cotas e também estender o ACE 55 a veículos pesados. O que desandou foi o tema do índice de nacionalização, sobre o qual o Brasil pediu aumento. Os mexicanos não concordaram com a fórmula sugerida pelos representantes do governo brasileiro para chegar ao novo índice, de mínimo exigido.

A reunião prosseguiu até tarde da noite. Como não houve acordo, ficou acertada nova reunião de técnicos brasileiros e mexicanos após o almoço na quinta-feira, 29, também em Brasília, DF. Os ministros mexicanos foram então para a Argentina, cumprir agenda já combinada anteriormente.

Entretanto esta reunião de técnicos prevista para a quinta-feira, 29, acabou por não ocorrer. Os mexicanos alegaram que precisavam consultar seu governo e que, sem disso, não haveria razão para negociar ou discutir algo mais. E foram embora.

Assim, o governo brasileiro está, no momento, apenas à espera de uma resposta do México – se o país aceita ou não a terceira e última sugestão nacional para redesenho do ACE 55.

Nenhuma nova reunião foi agendada para tal, ao contrário do que ocorreu ao fim da primeira rodada de negociações. O governo federal, entretanto, está confiante em um acerto.

Também ao contrário do que ocorreu no início do mês, ao fim do primeiro encontro, nenhum comunicado conjunto foi emitido pelos dois governos.






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Chevrolet Sonic é eleito o compacto mais seguro da Europa


Uma das futuras novidades do segmento de hatches acaba de ter uma boa nova na Europa. É que o Chevrolet Sonic, que desembarca em nosso mercado nos próximos meses, foi eleito o compacto mais seguro da Europa pelo Programa de Avaliação de Veículos Novos Europeu, ou apenas EuroNCAP.

O Chevrolet Sonic (também conhecido como Aveo) conquistou cinco estrelas – pontuação máxima – em todos os quesitos avaliados, e terminou com 87% da da pontuação máxima possível na proteção para adultos e crianças nos testes de colisão. Vale ressaltar que o Sonic vendido na Europa sai de fábrica com equipamentos como distribuição eletrônica de frenagem, freios ABS, controle de tração e estabilidade, além de seis airbags.
Por lá o hatch da Chevrolet é vendido com os motores 1.2 manual, 1.2 ECO manual, 1.4 manual, 1.4 e 1.6 automática. Em breve será lançada uma versão 1.3 diesel. Já aqui o propulsor escalado para mover o Sonic provavelmente será o 1.6 16V de 114 cv do Aveo coreano.

    
 





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GM e PSA Peugeot Citroën criam Aliança Global


A PSA Peugeot Citroën e a General Motors anunciaram ontem (29/02) a criação de uma Aliança Estratégica Global. Os dois grupos unem suas forças e suas competências com o objetivo de aumentar sua rentabilidade e dar um forte impulso à competitividade dos dois parceiros na Europa.

A Aliança foi firmada com base em dois pilares: compartilhar plataformas de veículos, componentes e módulos e criar uma joint venture de compras para produtos e serviços que atue em escala mundial, com volume total de compras de aproximadamente 125 bilhões de dólares por ano. Cada empresa continuará a comercializar seus veículos de maneira independente e segundo sua própria política concorrencial.

Para além dessas duas metas, a Aliança lança as bases de futuras cooperações em outros setores de atividades.
No âmbito da Aliança, a PSA Peugeot Citroën deverá proceder a um aumento de capital de aproximadamente 1 bilhão de euros, por meio da emissão de ações preferenciais para acionistas do grupo. Garantida por um consórcio bancário, a operação integra um investimento por parte da família Peugeot – que, dessa forma, demonstra sua confiança no sucesso da Aliança. No âmbito do acordo, e sem ter efeito sobre a governança da PSA Peugeot Citroën, a General Motors vai adquirir uma participação de 7% no capital do grupo, tornando-se assim o segundo maior acionista da PSA Peugeot Citroën.

"Essa parceria constitui uma formidável oportunidade para as duas companhias", declarou Dan Akerson, CEO da General Motors. "As sinergias criadas pela Aliança, que complementam os planos de cada parceiro, contribuirão para garantir à General Motors uma rentabilidade duradoura e sustentável na Europa".

Philippe Varin, Presidente Mundial da PSA Peugeot Citroën, declarou: "Esta Aliança é um momento muito importante na história de cada grupo e oferece grandes possibilidades. Com o apoio de nosso principal acionista e a chegada de um novo e prestigioso acionista no capital da PSA Peugeot Citroën, toda a empresa está se mobilizando para potencializar os benefícios da Aliança o mais rapidamente possível".

Nos termos do acordo, que tem abrangência mundial, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors compartilharão um certo número de plataformas, módulos e componentes, de maneira a obter economias de escala, aumentar a eficiência das operações e reduzir os custos relacionados com o desenvolvimento de novas tecnologias e com a emissão de CO2. O uso de plataformas em comum permitirá não apenas que os dois grupos desenvolvam aplicações em escala mundial, como também que implementem programas de grande porte na Europa por um custo reduzido.

Na fase inicial, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors pretendem se concentrar nos segmentos de veículos de passeio de pequeno e médio porte, minivans e crossovers. Posteriormente, os dois parceiros pretendem desenvolver juntos uma nova plataforma para veículos com baixa emissão de CO2. Os primeiros automóveis produzidos em uma plataforma conjunta começarão a ser comercializados em 2016.

A Aliança consolida – mas não substitui – os planos de desempenho definidos por cada grupo na Europa para restabelecer a rentabilidade de suas atividades.

Com o acordo, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors poderão operar em escala mundial, constituindo uma estrutura única de compra de matérias-primas, componentes e serviços junto aos fornecedores. Assim, poderão tirar pleno partido das competências, quantidades, plataformas e peças padronizadas que serão compartilhadas no âmbito da aliança. A solidez dos processos e da estrutura de organização da General Motors, associada à expertise da PSA Peugeot Citroën, reforçarão de maneira significativa o valor e a eficácia das operações de compra das duas companhias.

A Aliança contempla também outros setores de cooperação, como logística e transportes. Com esse objetivo, a General Motors tenciona estabelecer uma cooperação estratégica e comercial com a Gefco (filial da PSA Peugeot Citroën), que poderá ficar responsável pela logística do grupo americano na Europa e na Rússia.
O valor total estimado das sinergias criadas com a Aliança representa cerca de 2 bilhões de dólares por ano, em um período de 5 anos. As sinergias serão diretamente aplicáveis aos programas de renovação de veículos dos parceiros, com benefícios menores nos dois primeiros anos, e serão repartidas de forma equilibrada entre as duas empresas.

A Aliança será monitorada por um comitê de direção global, que reunirá um número idêntico de altos dirigentes das duas companhias.
A efetivação da Aliança está sujeita à aprovação de alguns órgãos de defesa da concorrência.










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quinta-feira, 1 de março de 2012

Crescimento econômico estimula demanda de brasileiros por bens e serviços no exterior

A maior demanda dos brasileiros por bens e serviços do exterior para consumo ou investimento do setor produtivo, em ambiente de crescimento econômico, leva ao aumento do déficit em transações correntes. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Segundo dados divulgados hoje (23) pelo BC, o déficit nessa conta, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, chegou a US$ 7,086 bilhões em janeiro. Esse é o maior resultado negativo da série histórica do BC, iniciada em 1947. Para fevereiro, com menor número de dias úteis, a previsão é que o déficit em transações correntes fique em US$ 2 bilhões.

De acordo com Maciel, o resultado da balança comercial negativo em US$ 1,292 bilhão foi o segmento que mais contribuiu para o resultado negativo das transações correntes em janeiro. Esse é o pior resultado da balança comercial para meses de janeiro. Outro destaque é o aluguel de equipamentos, que registrou déficit de US$ 1,621 bilhão. "Está associado principalmente à ampliação da capacidade produtiva, particularmente no setor extrativista mineral, o que deve continuar neste ano", disse Maciel.

Segundo ele, houve uma mudança estrutural em relação aos déficits em transações correntes no país ao longo dos anos. De acordo com Maciel, anteriormente, o resultado negativo era marcado por fluxos de pagamentos de dívidas e esses valores eram mantidos independentemente dos ciclos econômicos do país. Atualmente, grande parte do déficit está associada às remessas de lucros e dividendos de empresas estrangeiras no país para o exterior. Nesse caso, as remessas ocorrem de acordo com o ciclo econômico, ou seja, se a economia vai bem e as empresas têm maior lucro, há mais remessas. Em situação contrária, há redução das remessas. Em janeiro, essas remessas ficaram em US$ 981 milhões e os dados preliminares deste mês, até hoje, estão em US$ 120 milhões.

Apesar do resultado negativo histórico das transações correntes em termos nominais, Maciel destacou que em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – o déficit de janeiro não foi o maior da série, ao ficar em 2,46%. De acordo com ele, o resultado em relação o PIB é o indicador mais correto para ser usado nas análises. "Em outros carnavais já tivemos déficits bem maiores que isso, na ordem de 4% do PIB".

Maciel também enfatizou que a ampliação do déficit em transações correntes tem sido acompanhada pelo maior fluxo de investimento estrangeiro direto, "a melhor forma de financiar" o resultado negativo. A expectativa é que, neste ano, o país receba US$ 50 bilhões desse investimento, e que o déficit em transações correntes fique em US$ 65 bilhões. Em janeiro, o investimento estrangeiro direto chegou a US$ 5,433 bilhões, o maior resultado para o período. Em fevereiro, até hoje, esses investimentos estão em US$ 2,166 bilhões. A previsão para o mês fechado é US$ 3,2 bilhões.

Outra forma de financiar o resultado negativo esperado para o ano é o empréstimo de recursos no exterior. Em janeiro deste ano, a taxa de rolagem (razão entre desembolsos e amortizações) de empréstimos de médio e longo prazos chegou a 284%. Isso mostra que as empresas não somente rolaram os vencimentos, mas também tomaram novos recursos. "O financiamento do déficit em transações correntes se dá de uma maneira confortável. Além do IED [investimento estrangeiro direto], as taxas de rolagem, as condições para captação de empréstimos, continuam favoráveis", disse Maciel. Em fevereiro até hoje, essa taxa está em 128%.

O país também recebe investimentos em ações e títulos de renda fixa, mas esse segmento registra muitas oscilações de entradas e saídas de recursos, diferentemente do investimento direto, que permanece no país por mais tempo. Em janeiro, os investimentos em carteira (ações e títulos de renda fixa) registraram ingresso líquido de US$ 4,932 bilhões. Desse total, as ações negociadas no país registraram ingresso líquido de US$ 4,291 bilhões e os títulos negociados no Brasil ficaram em US$ 555 milhões. Os dados preliminares deste mês mostraram que os investimentos totais em ações ficaram em US$ 933 milhões e as negociadas no país, em US$ 1,721 bilhão.





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Brasil buscará coordenação política de crescimento no G-20, diz Mantega

 O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil proporá uma maior coordenação das políticas econômicas internacionais durante a reunião do Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo) no México, com o objetivo de fomentar o crescimento econômico mundial.

Tais políticas podem incluir mais gastos governamentais ou cortes nos impostos, disse Mantega em entrevista concedida à agência Dow Jones. "O Brasil é um dos únicos três países do G-20 que provavelmente crescerão mais em 2012 do que em 2011", salientou o ministro. Ele acrescentou que o País tem sido capaz de crescer tanto por meio de medidas de relaxamento monetário quando com incentivos fiscais.

Mantega disse que o Brasil é a favor de um papel mais proeminente do Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive com a capitalização do Fundo, frente à crise atual. No entanto, ele ressalvou que a liberação de mais recursos para países altamente endividados da Europa deverá se basear em acordos bilaterais e no monitoramento da situação pelo FMI. Este monitoramento, disse ele, deveria ser concentrado tanto no gerenciamento da dívida quanto no fomento ao crescimento econômico.
   





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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Para o mercado, taxa de juros está no limite


Pesquisa do Banco Central com economistas indica que a Selic está abaixo do mínimo necessário para garantir o crescimento sem riscos para inflação
A queda da taxa básica de juro já chegou ao limite e a Selic está hoje abaixo do mínimo necessário para garantir um crescimento da economia sem riscos para a inflação. Essa é a opinião do mercado financeiro em questionário distribuído no início do mês pelo Banco Central ao mesmo grupo de economistas que participam da pesquisa semanal Focus e divulgada ontem.

Para esses analistas, redução adicional do juro, atualmente em 10,50%, sinaliza que o BC comandado pelo presidente Alexandre Tombini está privilegiando o crescimento da economia em detrimento do controle da inflação.

A principal pergunta do BC ao mercado foi sobre qual seria hoje a taxa de juros real neutra ou de equilíbrio. Ou seja, o nível da taxa básica, descontada a inflação, que permite o máximo de crescimento sem risco para a inflação. Para os economistas, a taxa neutra caiu de 6,75% ao ano, em novembro de 2010, última vez em que o BC fez essa pergunta ao mercado, para 5,50%.

Hoje, a taxa real está em 5%, pelas projeções do mercado.
O BC, no entanto, trabalha com uma previsão de inflação menor, mas não divulgada, para os próximos 12 meses. Portanto, as estimativas do governo podem apontar que ainda há espaço para cortar os juros.

Ainda segundo a pesquisa divulgada ontem, 49% dos entrevistados consideram que essa taxa neutra cairá ainda mais nos próximos dois anos. Outros 40% projetam estabilidade e 11% esperam aumento.

DesempregoOutro indicador que para o mercado aponta pressões inflacionárias é a taxa natural de desemprego (conhecida pela sigla Nairu em inglês) do Brasil. No questionário, o BC perguntou qual seria esse patamar. Para os economistas, o desemprego de 5,5% - registrado em janeiro - já está abaixo da taxa natural, que seria de 6,50%. Um desemprego abaixo desse patamar representa pressão sobre a inflação porque a busca por trabalhadores aumenta os salários acima do ritmo da economia e da produtividade.

Os analistas estimam ainda que essa taxa natural de desemprego seguirá estável nos próximos cinco anos, ou seja, não há espaço para queda maior do desemprego sem gerar pressões sobre salários.

O economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos, diz que a pesquisa revela como é diferente a leitura do ambiente econômico feita pelo mercado e o BC. "O resultado deixa explícito que já estamos vivendo um ambiente inflacionário, já que o juro neutro e a taxa de desemprego rodam abaixo do considerado neutro e, por isso, podem acelerar a inflação", disse.

Apesar de o mercado manter a leitura distinta do governo, Jankiel Santos explica que a maior parte dos analistas segue com a aposta de que o juro deve continuar em queda até 9,5%. "Os documentos do BC mostram que ele não concorda com o mercado e deve continuar com os cortes de juro. Uma coisa é responder o que acho que é o certo a ser feito, outra coisa é prever o que o BC vai fazer", diz.








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Carros automáticos requerem mais cuidados no verão

Em um país tropical, o verão costuma castigar com as altas temperaturas, e não são só as pessoas que sofrem com o calor. De acordo com a APTTA Brasil (Associação de Profissionais Técnicos em Transmissão Automática), o calor é o principal "inimigo" do sistema de transmissão automática. Por isso, são precisos alguns cuidados para preservar o sistema.

Realizar revisões periódicas é um passo extremamente importante para evitar quebras e defeitos inesperados. É importante dar atenção especial ao sistema de arrefecimento, que é muito exigido nos meses mais quentes do ano. O radiador é um componente que precisa de ainda mais atenção, principalmente porque, em alguns modelos mais novos, além de arrefecer o motor, o radiador refrigera o câmbio automático. O motorista também deve se lembrar de verificar os líquidos, fluidos e lubrificantes, que precisam ser trocados regularmente.

Ter o carro sempre em bom estado não é suficiente. O motorista tem que respeitar os limites do veículo, evitando principalmente as arrancadas fortes e o excesso de carga. Isso porque essas práticas geram muito atrito e calor, que geram o desgaste da transmissão. O condutor também deve estar atento às trocas de marcha. A APTTA Brasil recomenda que o motorista alivie um pouco o pedal do acelerador antes de cada mudança, para facilitar o engate automático e poupar os componentes internos.

Se não for possível adotar um modo de condução que exija menos do carro (caso o motorista não tenha como evitar trafegar sempre com carga, ou more em regiões montanhosas ou muito quentes), é importante levar em conta a opção da instalação de um segundo radiador para o câmbio automático. Quando essa adaptação é feita por um profissional especializado, ela é a melhor opção para manter o sistema na sua faixa ideal de temperatura.
O superaquecimento na transmissão automática pode ser detectado através da análise do fluido. Em condições normais, ele se parece com lubrificante novo, é translúcido e mantém a cor original – que costuma ser vermelha ou amarela. Quando o fluido está marrom, é sinal de degradação por calor extremo. Se o tom for próximo ao preto, é sinal de presença de pó das embreagens, que foram queimadas. Mas se o fluido estiver opaco, é porque ele foi contaminado pelo líquido do radiador.

Carlos Napoletano Neto, diretor técnico da APTTA Brasil, ressaltou que a elevação da temperatura do sistema reduz a vida útil do lubrificante. De acordo com um teste de durabilidade feito nos Estados Unidos, com o sistema funcionando a 80°C, o fluido manteve suas propriedades por mais de 80 mil quilômetros. Porém, quando o mesmo teste foi feito com o sistema submetido a uma temperatura de 150ºC, o lubrificante perdeu suas qualidades antes dos 7 mil quilômetros. Com essa perda, diversos componentes internos acabaram sofrendo desgastes prematuros






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Sportage flex está mais caro por causa do IPI


O aumento de 8,3% no preço do Sportage na nova linha com motor bicombustível, lançada no início do mês, não foi resultado das melhorias no modelo, segundo a Kia.

O carro, além do motor flex, passou a ter também um novo câmbio de seis marchas para a versão com transmissão mecânica e custa R$ 90,9 mil na versão de entrada. Antes custava R$ 83,9 mil.

O aumento, segundo a empresa, deveu-se ao aumento do IPI para importados, que passou de 13% para 43% em 15 de dezembro do ano passado. Além disso, a Kia informou que a variação cambial também contribuiu para o aumento do preço:

"Em setembro o dólar estava cotado a R$ 1,55 e hoje está em torno de R$ 1,71", lembrou uma fonte da importadora.

Caso fosse aplicado o repasse integral da alta do IPI para motores flex de 2.0 litros, conforme a Kia Motors, o aumento seria da ordem de 28%.

A empresa alertou que serão inevitáveis novos aumentos nos próximos meses, que poderão totalizar 25%.
   






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Montadora tenta quebrar resistência ao Euro 5

Em meio a um mercado que começa a dar sinais de arrefecimento, os fabricantes de caminhões encaram o duplo desafio de fazer girar os elevados estoques construídos para este início de ano, ao mesmo tempo em que tentam desmistificar a nova linha de veículos - desenvolvida para atender à nova regra de emissão de poluentes, conhecida como Euro 5. Os esforços do setor incluem o financiamento dos estoques de revendas, aliado a taxas de financiamento subsidiadas ao consumidor e uma pesada campanha de divulgação na mídia. Os caminhões da nova tecnologia Euro 5 - obrigatória a partir de janeiro - começaram a ser produzidos em escala comercial no fim do mês passado, após as férias coletivas. Agora, as primeiras unidades começam a chegar às lojas, mas as vendas são marginais até o momento. Fora o aumento de preço - em torno de 8% a 10% em relação à linha anterior -, ainda há muitas dúvidas sobre o uso do novo caminhão, assim como existem receios sobre a capilaridade da rede de abastecimento do diesel de baixo teor de enxofre utilizado pelo veículo - apesar do esforço da Petrobras de expressar a garantia de suprimento em anúncios na mídia.
   







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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Déficit comercial no setor de autopeças é bilionário

Enquanto os fabricantes de carros e caminhões no Brasil têm em andamento investimentos de US$ 26,5 bilhões até 2016, para aumentar o número de fábricas das atuais 24 para 38 e assim subir a capacidade de produção para até 6,5 milhões de veículos por ano a partir de 2015, os fornecedores investirão menos da metade disso no mesmo período: US$ 12,5 bilhões nos próximos cinco anos, ao ritmo de US$ 2,5 bilhões por ano, de acordo com a mais recente pesquisa do Sindipeças.

Esse valor equivale a cerca de 3,5% do faturamento do setor de autopeças, de US$ 56,1 bilhões em 2012, o que segundo analistas é insuficiente para acompanhar o crescimento das fábricas de veículos. O ideal seria, no mínimo, 5%. Portanto, a fabricação de veículos cresce no país sem o devido acompanhamento da corrente de suprimentos.

Segundo levantamento do Sindipeças, nos últimos seis anos, para cada US$ 100 investidos pelas montadoras finais, os fornecedores investiram apenas US$ 52. E o IBGE aponta que a produção física de veículos cresceu mais de 100% no Brasil nos últimos dez anos, enquanto a indústria de autopeças evoluiu 40%.

Como se tapa esse buraco? Simples: com importações. Desde 2007 a balança comercial de autopeças do Brasil apresenta resultado negativo crescente. Em 2011, o déficit foi de US$ 4,6 bilhões, em alta de 31% sobre 2010, com exportações de US$ 11,1 bilhões e importações de US$ 15,8 bilhões.

Não é diferente com as montadoras. Das 40 maiores importadores do país no ano passado, 12 são produtoras de veículos. Por isso mesmo os automóveis figuram no topo do ranking de bens manufaturados importados em 2011, com compras de US$ 11,8 bilhões, em alta expressiva de 39,2% sobre o ano anterior, segundo dados do MDIC. Como as exportações de veículos foram de US$ 4,3 bilhões, em queda de 1%, o déficit bateu em US$ 7,5 bilhões. Somados os dois déficits (peças e veículos), o rombo é de US$ 12,1 bilhões.  
   








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