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sexta-feira, 2 de março de 2012

Fracassa tentativa brasileira de revisar acordo com México

Fracassou a tentativa brasileira de renegociar o acordo automotivo com o México, o ACE 55 – ao menos por enquanto. Nem mesmo a participação direta dos ministros da indústria e comércio e das relações exteriores dos dois países foi suficiente para chegar-se a novos termos, ao contrário da expectativa de diplomatas brasileiros do Itamaraty, em Brasília, DF.

Segundo fonte do Itamaray diretamente ligada às conversas consultada pela Agência AutoData "houve avanço, mas não acordo".

A última reunião realizada na terça-feira, 28, com participação dos quatro ministros, começou com mais de três horas de atraso, próximo às 21h – a agenda previra 17h30. A razão: os mexicanos estenderam conversa interna de seus técnicos, justamente a que precedia esta reunião, na qual esperava-se sacramentar as novas regras.

Fonte do MDIC ouvida pela Agência AutoData afirmou que o novo acordo não saiu apenas por um de três itens pedidos pelo Brasil. Os mexicanos teriam aceitado criar um sistema de cotas e também estender o ACE 55 a veículos pesados. O que desandou foi o tema do índice de nacionalização, sobre o qual o Brasil pediu aumento. Os mexicanos não concordaram com a fórmula sugerida pelos representantes do governo brasileiro para chegar ao novo índice, de mínimo exigido.

A reunião prosseguiu até tarde da noite. Como não houve acordo, ficou acertada nova reunião de técnicos brasileiros e mexicanos após o almoço na quinta-feira, 29, também em Brasília, DF. Os ministros mexicanos foram então para a Argentina, cumprir agenda já combinada anteriormente.

Entretanto esta reunião de técnicos prevista para a quinta-feira, 29, acabou por não ocorrer. Os mexicanos alegaram que precisavam consultar seu governo e que, sem disso, não haveria razão para negociar ou discutir algo mais. E foram embora.

Assim, o governo brasileiro está, no momento, apenas à espera de uma resposta do México – se o país aceita ou não a terceira e última sugestão nacional para redesenho do ACE 55.

Nenhuma nova reunião foi agendada para tal, ao contrário do que ocorreu ao fim da primeira rodada de negociações. O governo federal, entretanto, está confiante em um acerto.

Também ao contrário do que ocorreu no início do mês, ao fim do primeiro encontro, nenhum comunicado conjunto foi emitido pelos dois governos.






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Chevrolet Sonic é eleito o compacto mais seguro da Europa


Uma das futuras novidades do segmento de hatches acaba de ter uma boa nova na Europa. É que o Chevrolet Sonic, que desembarca em nosso mercado nos próximos meses, foi eleito o compacto mais seguro da Europa pelo Programa de Avaliação de Veículos Novos Europeu, ou apenas EuroNCAP.

O Chevrolet Sonic (também conhecido como Aveo) conquistou cinco estrelas – pontuação máxima – em todos os quesitos avaliados, e terminou com 87% da da pontuação máxima possível na proteção para adultos e crianças nos testes de colisão. Vale ressaltar que o Sonic vendido na Europa sai de fábrica com equipamentos como distribuição eletrônica de frenagem, freios ABS, controle de tração e estabilidade, além de seis airbags.
Por lá o hatch da Chevrolet é vendido com os motores 1.2 manual, 1.2 ECO manual, 1.4 manual, 1.4 e 1.6 automática. Em breve será lançada uma versão 1.3 diesel. Já aqui o propulsor escalado para mover o Sonic provavelmente será o 1.6 16V de 114 cv do Aveo coreano.

    
 





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GM e PSA Peugeot Citroën criam Aliança Global


A PSA Peugeot Citroën e a General Motors anunciaram ontem (29/02) a criação de uma Aliança Estratégica Global. Os dois grupos unem suas forças e suas competências com o objetivo de aumentar sua rentabilidade e dar um forte impulso à competitividade dos dois parceiros na Europa.

A Aliança foi firmada com base em dois pilares: compartilhar plataformas de veículos, componentes e módulos e criar uma joint venture de compras para produtos e serviços que atue em escala mundial, com volume total de compras de aproximadamente 125 bilhões de dólares por ano. Cada empresa continuará a comercializar seus veículos de maneira independente e segundo sua própria política concorrencial.

Para além dessas duas metas, a Aliança lança as bases de futuras cooperações em outros setores de atividades.
No âmbito da Aliança, a PSA Peugeot Citroën deverá proceder a um aumento de capital de aproximadamente 1 bilhão de euros, por meio da emissão de ações preferenciais para acionistas do grupo. Garantida por um consórcio bancário, a operação integra um investimento por parte da família Peugeot – que, dessa forma, demonstra sua confiança no sucesso da Aliança. No âmbito do acordo, e sem ter efeito sobre a governança da PSA Peugeot Citroën, a General Motors vai adquirir uma participação de 7% no capital do grupo, tornando-se assim o segundo maior acionista da PSA Peugeot Citroën.

"Essa parceria constitui uma formidável oportunidade para as duas companhias", declarou Dan Akerson, CEO da General Motors. "As sinergias criadas pela Aliança, que complementam os planos de cada parceiro, contribuirão para garantir à General Motors uma rentabilidade duradoura e sustentável na Europa".

Philippe Varin, Presidente Mundial da PSA Peugeot Citroën, declarou: "Esta Aliança é um momento muito importante na história de cada grupo e oferece grandes possibilidades. Com o apoio de nosso principal acionista e a chegada de um novo e prestigioso acionista no capital da PSA Peugeot Citroën, toda a empresa está se mobilizando para potencializar os benefícios da Aliança o mais rapidamente possível".

Nos termos do acordo, que tem abrangência mundial, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors compartilharão um certo número de plataformas, módulos e componentes, de maneira a obter economias de escala, aumentar a eficiência das operações e reduzir os custos relacionados com o desenvolvimento de novas tecnologias e com a emissão de CO2. O uso de plataformas em comum permitirá não apenas que os dois grupos desenvolvam aplicações em escala mundial, como também que implementem programas de grande porte na Europa por um custo reduzido.

Na fase inicial, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors pretendem se concentrar nos segmentos de veículos de passeio de pequeno e médio porte, minivans e crossovers. Posteriormente, os dois parceiros pretendem desenvolver juntos uma nova plataforma para veículos com baixa emissão de CO2. Os primeiros automóveis produzidos em uma plataforma conjunta começarão a ser comercializados em 2016.

A Aliança consolida – mas não substitui – os planos de desempenho definidos por cada grupo na Europa para restabelecer a rentabilidade de suas atividades.

Com o acordo, a PSA Peugeot Citroën e a General Motors poderão operar em escala mundial, constituindo uma estrutura única de compra de matérias-primas, componentes e serviços junto aos fornecedores. Assim, poderão tirar pleno partido das competências, quantidades, plataformas e peças padronizadas que serão compartilhadas no âmbito da aliança. A solidez dos processos e da estrutura de organização da General Motors, associada à expertise da PSA Peugeot Citroën, reforçarão de maneira significativa o valor e a eficácia das operações de compra das duas companhias.

A Aliança contempla também outros setores de cooperação, como logística e transportes. Com esse objetivo, a General Motors tenciona estabelecer uma cooperação estratégica e comercial com a Gefco (filial da PSA Peugeot Citroën), que poderá ficar responsável pela logística do grupo americano na Europa e na Rússia.
O valor total estimado das sinergias criadas com a Aliança representa cerca de 2 bilhões de dólares por ano, em um período de 5 anos. As sinergias serão diretamente aplicáveis aos programas de renovação de veículos dos parceiros, com benefícios menores nos dois primeiros anos, e serão repartidas de forma equilibrada entre as duas empresas.

A Aliança será monitorada por um comitê de direção global, que reunirá um número idêntico de altos dirigentes das duas companhias.
A efetivação da Aliança está sujeita à aprovação de alguns órgãos de defesa da concorrência.










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quinta-feira, 1 de março de 2012

Crescimento econômico estimula demanda de brasileiros por bens e serviços no exterior

A maior demanda dos brasileiros por bens e serviços do exterior para consumo ou investimento do setor produtivo, em ambiente de crescimento econômico, leva ao aumento do déficit em transações correntes. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Segundo dados divulgados hoje (23) pelo BC, o déficit nessa conta, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, chegou a US$ 7,086 bilhões em janeiro. Esse é o maior resultado negativo da série histórica do BC, iniciada em 1947. Para fevereiro, com menor número de dias úteis, a previsão é que o déficit em transações correntes fique em US$ 2 bilhões.

De acordo com Maciel, o resultado da balança comercial negativo em US$ 1,292 bilhão foi o segmento que mais contribuiu para o resultado negativo das transações correntes em janeiro. Esse é o pior resultado da balança comercial para meses de janeiro. Outro destaque é o aluguel de equipamentos, que registrou déficit de US$ 1,621 bilhão. "Está associado principalmente à ampliação da capacidade produtiva, particularmente no setor extrativista mineral, o que deve continuar neste ano", disse Maciel.

Segundo ele, houve uma mudança estrutural em relação aos déficits em transações correntes no país ao longo dos anos. De acordo com Maciel, anteriormente, o resultado negativo era marcado por fluxos de pagamentos de dívidas e esses valores eram mantidos independentemente dos ciclos econômicos do país. Atualmente, grande parte do déficit está associada às remessas de lucros e dividendos de empresas estrangeiras no país para o exterior. Nesse caso, as remessas ocorrem de acordo com o ciclo econômico, ou seja, se a economia vai bem e as empresas têm maior lucro, há mais remessas. Em situação contrária, há redução das remessas. Em janeiro, essas remessas ficaram em US$ 981 milhões e os dados preliminares deste mês, até hoje, estão em US$ 120 milhões.

Apesar do resultado negativo histórico das transações correntes em termos nominais, Maciel destacou que em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – o déficit de janeiro não foi o maior da série, ao ficar em 2,46%. De acordo com ele, o resultado em relação o PIB é o indicador mais correto para ser usado nas análises. "Em outros carnavais já tivemos déficits bem maiores que isso, na ordem de 4% do PIB".

Maciel também enfatizou que a ampliação do déficit em transações correntes tem sido acompanhada pelo maior fluxo de investimento estrangeiro direto, "a melhor forma de financiar" o resultado negativo. A expectativa é que, neste ano, o país receba US$ 50 bilhões desse investimento, e que o déficit em transações correntes fique em US$ 65 bilhões. Em janeiro, o investimento estrangeiro direto chegou a US$ 5,433 bilhões, o maior resultado para o período. Em fevereiro, até hoje, esses investimentos estão em US$ 2,166 bilhões. A previsão para o mês fechado é US$ 3,2 bilhões.

Outra forma de financiar o resultado negativo esperado para o ano é o empréstimo de recursos no exterior. Em janeiro deste ano, a taxa de rolagem (razão entre desembolsos e amortizações) de empréstimos de médio e longo prazos chegou a 284%. Isso mostra que as empresas não somente rolaram os vencimentos, mas também tomaram novos recursos. "O financiamento do déficit em transações correntes se dá de uma maneira confortável. Além do IED [investimento estrangeiro direto], as taxas de rolagem, as condições para captação de empréstimos, continuam favoráveis", disse Maciel. Em fevereiro até hoje, essa taxa está em 128%.

O país também recebe investimentos em ações e títulos de renda fixa, mas esse segmento registra muitas oscilações de entradas e saídas de recursos, diferentemente do investimento direto, que permanece no país por mais tempo. Em janeiro, os investimentos em carteira (ações e títulos de renda fixa) registraram ingresso líquido de US$ 4,932 bilhões. Desse total, as ações negociadas no país registraram ingresso líquido de US$ 4,291 bilhões e os títulos negociados no Brasil ficaram em US$ 555 milhões. Os dados preliminares deste mês mostraram que os investimentos totais em ações ficaram em US$ 933 milhões e as negociadas no país, em US$ 1,721 bilhão.





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Brasil buscará coordenação política de crescimento no G-20, diz Mantega

 O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil proporá uma maior coordenação das políticas econômicas internacionais durante a reunião do Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo) no México, com o objetivo de fomentar o crescimento econômico mundial.

Tais políticas podem incluir mais gastos governamentais ou cortes nos impostos, disse Mantega em entrevista concedida à agência Dow Jones. "O Brasil é um dos únicos três países do G-20 que provavelmente crescerão mais em 2012 do que em 2011", salientou o ministro. Ele acrescentou que o País tem sido capaz de crescer tanto por meio de medidas de relaxamento monetário quando com incentivos fiscais.

Mantega disse que o Brasil é a favor de um papel mais proeminente do Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive com a capitalização do Fundo, frente à crise atual. No entanto, ele ressalvou que a liberação de mais recursos para países altamente endividados da Europa deverá se basear em acordos bilaterais e no monitoramento da situação pelo FMI. Este monitoramento, disse ele, deveria ser concentrado tanto no gerenciamento da dívida quanto no fomento ao crescimento econômico.
   





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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Para o mercado, taxa de juros está no limite


Pesquisa do Banco Central com economistas indica que a Selic está abaixo do mínimo necessário para garantir o crescimento sem riscos para inflação
A queda da taxa básica de juro já chegou ao limite e a Selic está hoje abaixo do mínimo necessário para garantir um crescimento da economia sem riscos para a inflação. Essa é a opinião do mercado financeiro em questionário distribuído no início do mês pelo Banco Central ao mesmo grupo de economistas que participam da pesquisa semanal Focus e divulgada ontem.

Para esses analistas, redução adicional do juro, atualmente em 10,50%, sinaliza que o BC comandado pelo presidente Alexandre Tombini está privilegiando o crescimento da economia em detrimento do controle da inflação.

A principal pergunta do BC ao mercado foi sobre qual seria hoje a taxa de juros real neutra ou de equilíbrio. Ou seja, o nível da taxa básica, descontada a inflação, que permite o máximo de crescimento sem risco para a inflação. Para os economistas, a taxa neutra caiu de 6,75% ao ano, em novembro de 2010, última vez em que o BC fez essa pergunta ao mercado, para 5,50%.

Hoje, a taxa real está em 5%, pelas projeções do mercado.
O BC, no entanto, trabalha com uma previsão de inflação menor, mas não divulgada, para os próximos 12 meses. Portanto, as estimativas do governo podem apontar que ainda há espaço para cortar os juros.

Ainda segundo a pesquisa divulgada ontem, 49% dos entrevistados consideram que essa taxa neutra cairá ainda mais nos próximos dois anos. Outros 40% projetam estabilidade e 11% esperam aumento.

DesempregoOutro indicador que para o mercado aponta pressões inflacionárias é a taxa natural de desemprego (conhecida pela sigla Nairu em inglês) do Brasil. No questionário, o BC perguntou qual seria esse patamar. Para os economistas, o desemprego de 5,5% - registrado em janeiro - já está abaixo da taxa natural, que seria de 6,50%. Um desemprego abaixo desse patamar representa pressão sobre a inflação porque a busca por trabalhadores aumenta os salários acima do ritmo da economia e da produtividade.

Os analistas estimam ainda que essa taxa natural de desemprego seguirá estável nos próximos cinco anos, ou seja, não há espaço para queda maior do desemprego sem gerar pressões sobre salários.

O economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos, diz que a pesquisa revela como é diferente a leitura do ambiente econômico feita pelo mercado e o BC. "O resultado deixa explícito que já estamos vivendo um ambiente inflacionário, já que o juro neutro e a taxa de desemprego rodam abaixo do considerado neutro e, por isso, podem acelerar a inflação", disse.

Apesar de o mercado manter a leitura distinta do governo, Jankiel Santos explica que a maior parte dos analistas segue com a aposta de que o juro deve continuar em queda até 9,5%. "Os documentos do BC mostram que ele não concorda com o mercado e deve continuar com os cortes de juro. Uma coisa é responder o que acho que é o certo a ser feito, outra coisa é prever o que o BC vai fazer", diz.








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Carros automáticos requerem mais cuidados no verão

Em um país tropical, o verão costuma castigar com as altas temperaturas, e não são só as pessoas que sofrem com o calor. De acordo com a APTTA Brasil (Associação de Profissionais Técnicos em Transmissão Automática), o calor é o principal "inimigo" do sistema de transmissão automática. Por isso, são precisos alguns cuidados para preservar o sistema.

Realizar revisões periódicas é um passo extremamente importante para evitar quebras e defeitos inesperados. É importante dar atenção especial ao sistema de arrefecimento, que é muito exigido nos meses mais quentes do ano. O radiador é um componente que precisa de ainda mais atenção, principalmente porque, em alguns modelos mais novos, além de arrefecer o motor, o radiador refrigera o câmbio automático. O motorista também deve se lembrar de verificar os líquidos, fluidos e lubrificantes, que precisam ser trocados regularmente.

Ter o carro sempre em bom estado não é suficiente. O motorista tem que respeitar os limites do veículo, evitando principalmente as arrancadas fortes e o excesso de carga. Isso porque essas práticas geram muito atrito e calor, que geram o desgaste da transmissão. O condutor também deve estar atento às trocas de marcha. A APTTA Brasil recomenda que o motorista alivie um pouco o pedal do acelerador antes de cada mudança, para facilitar o engate automático e poupar os componentes internos.

Se não for possível adotar um modo de condução que exija menos do carro (caso o motorista não tenha como evitar trafegar sempre com carga, ou more em regiões montanhosas ou muito quentes), é importante levar em conta a opção da instalação de um segundo radiador para o câmbio automático. Quando essa adaptação é feita por um profissional especializado, ela é a melhor opção para manter o sistema na sua faixa ideal de temperatura.
O superaquecimento na transmissão automática pode ser detectado através da análise do fluido. Em condições normais, ele se parece com lubrificante novo, é translúcido e mantém a cor original – que costuma ser vermelha ou amarela. Quando o fluido está marrom, é sinal de degradação por calor extremo. Se o tom for próximo ao preto, é sinal de presença de pó das embreagens, que foram queimadas. Mas se o fluido estiver opaco, é porque ele foi contaminado pelo líquido do radiador.

Carlos Napoletano Neto, diretor técnico da APTTA Brasil, ressaltou que a elevação da temperatura do sistema reduz a vida útil do lubrificante. De acordo com um teste de durabilidade feito nos Estados Unidos, com o sistema funcionando a 80°C, o fluido manteve suas propriedades por mais de 80 mil quilômetros. Porém, quando o mesmo teste foi feito com o sistema submetido a uma temperatura de 150ºC, o lubrificante perdeu suas qualidades antes dos 7 mil quilômetros. Com essa perda, diversos componentes internos acabaram sofrendo desgastes prematuros






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Sportage flex está mais caro por causa do IPI


O aumento de 8,3% no preço do Sportage na nova linha com motor bicombustível, lançada no início do mês, não foi resultado das melhorias no modelo, segundo a Kia.

O carro, além do motor flex, passou a ter também um novo câmbio de seis marchas para a versão com transmissão mecânica e custa R$ 90,9 mil na versão de entrada. Antes custava R$ 83,9 mil.

O aumento, segundo a empresa, deveu-se ao aumento do IPI para importados, que passou de 13% para 43% em 15 de dezembro do ano passado. Além disso, a Kia informou que a variação cambial também contribuiu para o aumento do preço:

"Em setembro o dólar estava cotado a R$ 1,55 e hoje está em torno de R$ 1,71", lembrou uma fonte da importadora.

Caso fosse aplicado o repasse integral da alta do IPI para motores flex de 2.0 litros, conforme a Kia Motors, o aumento seria da ordem de 28%.

A empresa alertou que serão inevitáveis novos aumentos nos próximos meses, que poderão totalizar 25%.
   






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Montadora tenta quebrar resistência ao Euro 5

Em meio a um mercado que começa a dar sinais de arrefecimento, os fabricantes de caminhões encaram o duplo desafio de fazer girar os elevados estoques construídos para este início de ano, ao mesmo tempo em que tentam desmistificar a nova linha de veículos - desenvolvida para atender à nova regra de emissão de poluentes, conhecida como Euro 5. Os esforços do setor incluem o financiamento dos estoques de revendas, aliado a taxas de financiamento subsidiadas ao consumidor e uma pesada campanha de divulgação na mídia. Os caminhões da nova tecnologia Euro 5 - obrigatória a partir de janeiro - começaram a ser produzidos em escala comercial no fim do mês passado, após as férias coletivas. Agora, as primeiras unidades começam a chegar às lojas, mas as vendas são marginais até o momento. Fora o aumento de preço - em torno de 8% a 10% em relação à linha anterior -, ainda há muitas dúvidas sobre o uso do novo caminhão, assim como existem receios sobre a capilaridade da rede de abastecimento do diesel de baixo teor de enxofre utilizado pelo veículo - apesar do esforço da Petrobras de expressar a garantia de suprimento em anúncios na mídia.
   







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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Déficit comercial no setor de autopeças é bilionário

Enquanto os fabricantes de carros e caminhões no Brasil têm em andamento investimentos de US$ 26,5 bilhões até 2016, para aumentar o número de fábricas das atuais 24 para 38 e assim subir a capacidade de produção para até 6,5 milhões de veículos por ano a partir de 2015, os fornecedores investirão menos da metade disso no mesmo período: US$ 12,5 bilhões nos próximos cinco anos, ao ritmo de US$ 2,5 bilhões por ano, de acordo com a mais recente pesquisa do Sindipeças.

Esse valor equivale a cerca de 3,5% do faturamento do setor de autopeças, de US$ 56,1 bilhões em 2012, o que segundo analistas é insuficiente para acompanhar o crescimento das fábricas de veículos. O ideal seria, no mínimo, 5%. Portanto, a fabricação de veículos cresce no país sem o devido acompanhamento da corrente de suprimentos.

Segundo levantamento do Sindipeças, nos últimos seis anos, para cada US$ 100 investidos pelas montadoras finais, os fornecedores investiram apenas US$ 52. E o IBGE aponta que a produção física de veículos cresceu mais de 100% no Brasil nos últimos dez anos, enquanto a indústria de autopeças evoluiu 40%.

Como se tapa esse buraco? Simples: com importações. Desde 2007 a balança comercial de autopeças do Brasil apresenta resultado negativo crescente. Em 2011, o déficit foi de US$ 4,6 bilhões, em alta de 31% sobre 2010, com exportações de US$ 11,1 bilhões e importações de US$ 15,8 bilhões.

Não é diferente com as montadoras. Das 40 maiores importadores do país no ano passado, 12 são produtoras de veículos. Por isso mesmo os automóveis figuram no topo do ranking de bens manufaturados importados em 2011, com compras de US$ 11,8 bilhões, em alta expressiva de 39,2% sobre o ano anterior, segundo dados do MDIC. Como as exportações de veículos foram de US$ 4,3 bilhões, em queda de 1%, o déficit bateu em US$ 7,5 bilhões. Somados os dois déficits (peças e veículos), o rombo é de US$ 12,1 bilhões.  
   








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