A General Motors apresentou as preocupações que guiarão o desenvolvimento dos carros no futuro durante o simpósio Novas Tecnologias na Indústria Automobilística, realizado pela SAE Brasil e organizado por Automotive Business nesta segunda-feira, 28. Em teleconferência durante o evento, Christopher Borroni-Bird, diretor de conceitos veiculares e tecnologia avançada da montadora, defendeu que os novos modelos deverão trazer soluções para a mobilidade urbana, já que em 2030 as grandes cidades vão reunir 60% da população mundial de 8 bilhões de pessoas.
Além de manter a procupação com segurança e impacto ambiental, que já fazem parte do desenvolvimento dos veículos atualmente, a indústria automobilística terá que se preocupar também com problemas que vieram com o crescimento das cidades: trânsito e dificuldade de estacionamento. Para atender às novas exigências, o DNA veicular deverá trazer propulsão por energia elétrica ou célula de hidrogênio, substituição dos comandos mecânicos por eletrônicos e aumento da comunicação, com modelos conectados com as ruas e estradas, outros veículos e capazes de detectar pedestres e ciclistas.
Os carros dispensarão a necessidade de serem guiados, com movimentação e estacionamento autônomo, comandado pelo celular, por exemplo. Outra característica é o desenvolvimento de veículos para usos mais específicos, com variação de tamanho e velocidade. "A reinvenção da mobilidade pessoal urbana deverá combinar design, eletrificação e conectividade", defende Borroni-Bird.
O aumento da densidade populacional nas grandes cidades, principalmente em países emergentes, vai exigir também a criação de carros supercompactos, que serão destinado ao transporte individual ou de duas pessoas. Para o executivo da GM, a mobilidade do futuro trará mais liberdade. "Será livre de poluição, de petróleo e de acidentes", aponta. Os palpites da General Motors já foram materializados em um conceito batizado de EN-V, apresentado em Shanghai, na China.
O modelo reúne todas as carcterísticas apontadas por Borroni-Bird. A propulsão é feita por motores elétricos em cada uma das duas rodas de tração. Os sistemas utilizados são drive-by-wire, permitindo operação autônoma (com tecnologias de GPS e comunicação entre veículos para determinar a distância) ou sob controle manual. A capacidade de operação autônoma promete reduzir congestionamentos e escolher de rotas mais rápidas com base em informação sobre o tráfego em tempo real. A energia é fornecida por baterias de íon-lítio, cuja recarga pode ser feita em tomadas domésticas para uma autonomia de pelo menos 40 quilômetros.
Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia da companhia para a América do Sul, afirma que modelos com este perfil devem chegar às ruas apenas no longo prazo. "Para agora nós temos o Volt, carro elétrico lançado nos Estados Unidos", afirma. Segundo o executivo, o automóvel é um grande passo na direção da mobilidade urbana do futuro.
Foto: EN-V, carro conceito de mobilidade urbana da GM.

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