Os tempos mudaram, ainda bem, para muito melhor. Basta ver o que acontece em 2011. Esperam-se mais de 60 lançamentos efetivos, desconsiderando versões e série especiais, nacionais e importados (com e sem imposto aduaneiro). Em apenas um segmento -- sedãs médios-compactos -- ganharão as ruas seis modelos inteiramente novos. Renault Fluence e Peugeot 408, já à venda. O novo Volkswagen Jetta foi apresentado agora, na mesma semana que o Toyota Corolla 2012 (este recebeu retoques visuais e mecânicos apenas três anos depois da chegada da terceira geração). E no segundo semestre, Chevrolet Cruze e nova geração do Honda Civic.
A segunda conjugação de astros pode ser considerada uma coincidência, mas tem a ver com o encolhimento da participação dos sedãs médios-compactos, de 7% para 5%, entre 2008 e 2010. Perderam espaço para os hatches do mesmo segmento e para os utilitários esporte de diferentes portes. Era preciso reagir, e nada como encher os olhos do mercado.
Interessante é a estratégia da Volkswagen, trazendo do México sem imposto de importação o conceito dois-em-um no novo Jetta. O modelo oferece diferenças mecânicas expressivas. Comfortline, por R$ 65.755, dispõe do motor flex antigo de 2 litros e 120 cv (com etanol). Na outra ponta, a quase endiabrada versão com turbocompressor, injeção direta de gasolina, 200 cv, caixa robotizada de dupla embreagem de seis marchas e suspensão traseira específica, por R$ 89.520. Embora falte fôlego à versão Comfortline, deixando-a inferiorizada frente aos concorrentes, a Highline, ao contrário, supera-os de longe.
Desenhado pelos gêmeos Marcos e José Pavone, "exportados" do centro de estilo do Brasil para o da Alemanha, o carro é harmonioso e cresceu em todas as dimensões O espaço interno e o cuidado com os materiais de acabamento são pontos altos. A fábrica também procurou oferecer mais equipamentos de série, mesmo no Jetta de entrada.
A Toyota fez uma aposta mais modesta no Corolla, confiando na sua liderança. Será difícil mantê-la, depois que todos os novos concorrentes alcançarem plena oferta. As sutis mudanças estéticas na frente e traseira estão acompanhadas por pequeno aumento de potência (8 cv) e de torque (mais 1,5 kgfm) no motor 1,8 litro, além de discreta redução de consumo de combustível, segundo o fabricante. Para esse motor, o câmbio manual agora tem seis velocidades.
A caixa automática (80% das vendas), apesar de pequenos aperfeiçoamentos, continua com quatro marchas, inclusive na versão-topo Altis, de motor 2-litros/153 cv. A Toyota tem disponíveis câmbios melhores no Japão. Preços da linha 2012 aumentaram pouco, enquanto o Altis baixou, antevendo o Jetta Highline
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