Em 2009 essa mesma diferença foi de 541 mil unidades a favor do Brasil.
Assim o País manteve no último ano a sexta posição no ranking global produtivo, conquistada em 2008, atrás de China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Coréia do Sul, pela ordem. A Índia, por sua vez, manteve a sétima obtida em 2009. Porém, caso a indústria indiana mantenha seu ritmo de crescimento produtivo neste 2011, certamente ultrapassará o Brasil.
Em 2010, enquanto a produção brasileira cresceu 14,6% frente um ano antes, a indiana subiu 34%. Na mesma comparação de 2009 o Brasil reduziu em 1% o total fabricado, enquanto a Índia subiu 13%. Foi quando o país asiático passou a reverter o quadro: em 2008, por exemplo, o Brasil subira 8%, já o sexto maior do globo, e a Índia apenas 3,5%, na nona posição. A análise em 2007 era ainda mais favorável ao Brasil, que com alta de 15% era o sétimo no ranking enquanto a Índia foi a décima, com crescimento de 11%.
Para Luiz Carlos Mello, diretor do CEA, Centro de Estudos Automotivos, "não há duvida que o Brasil será ultrapassado pela Índia em 2011. Eles estão vivendo o momento do carro popular, e não estou me referindo ao Tata Nano, que não tem volume de produção suficiente para isso, mas a veículos lá produzidos por grandes montadoras como Fiat e Suzuki." Mello afirma ainda que, assim como no Brasil, o crédito está sendo o grande incentivador das vendas e, consequentemente, da produção.
A Argentina fechou 2010 na vigésima posição dentre os maiores fabricantes no mundo, com 40% de alta sobre o ano anterior. Somados Brasil e Argentina produziram no ano passado 4 milhões 365 mil unidades – se fossem apenas um país seria o quinto maior, pouco à frente da Coréia do Sul.
A produção global no ano passado chegou à casa de 77,6 milhões de veículos, expressiva alta de 25,8% sobre 2009 e novo recorde mundial.
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