"Antes as mulheres entregavam o carro para o marido ou algum parente que o levava ao mecânico", diz Antonio Fiola, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa ). "Agora, elas mesmas estão indo às oficinas."
Segundo Fiola, a maior participação do público feminino no setor forçou a evolução dos prestadores de serviço. "Elas são mais exigentes, o que fez o atendimento melhorar. As empresas têm de oferecer explicações detalhadas, transparência e ambiente limpo e agradável", diz. "Agora, quase todas as oficinas têm ao menos sala de recepção."
E não é só como clientes que as mulheres vêm conquistando espaço. É cada vez mais comum vê-las do outro lado do balcão. Evelin Feliciana Pachi Gefali, de 31 anos, já foi vendedora de loja, caixa e frentista.
Quando trabalhava em posto de combustível, começou a trocar óleo de motor e encontrou a sua vocação. Em 2002, fez o primeiro curso de mecânica e até 2008, concluiu outros dois. Mas só no fim do ano passado é que finalmente entrou na área. Há seis meses, é auxiliar na Auto Mecânica Scopino, na zona norte.
Evelin vê várias vantagens em ser mecânica. "As clientes se sentem mais à vontade comigo e tem até homem que faz questão de que eu cuide do carro, porque para eles nós somos mais caprichosas."
E mesmo com tanta graxa, ela não abre mão da vaidade. "Estou sempre maquiada e com cabelo arrumado. Sou mulher, antes de tudo."
Nenhum comentário:
Postar um comentário