Durante o teste do Chevrolet Celta LT, rodamos muito no trânsito pesado de São Paulo e fizemos pequenas viagens entre a capital e cidades do interior. Neste período de convívio com o modelo, ficou mais nítida a vocação urbana do Celta e algumas melhorias que realmente foram bem vindas.
No dia-a-dia, a mudança visual que o deixou com o “padrão mundial” da marca, a nova grade dianteira bi-partida com a grade gravata dourada ao centro, é pouco percebida. Os faróis dianteiros e as lanternas traseiras com elementos escurecidos também não atraem olhares ao acaso.
Uma das alterações que recebeu mais elogios das pessoas que tiveram contato com o carro foi a nova iluminação em tom de azul do quadro de instrumentos, principalmente no efeito do novo grafismo à noite. O novo tecido dos bancos também ajuda em termos visuais, mas não demonstra qualidade superior em relação à versão anterior.
O principal diferencial do Celta continua sendo o seu esperto motor 1.0. Dos concorrentes neste segmento, o motor 1.0 VHCE do Celta que entrega potência máxima de 78 cv a 6400 rpm quando abastecido com etanol e torque de 9,7 kgfm a 5200 rpm, é o mais ágil no trânsito urbano. Na estrada, o desempenho é satisfatório para um carro 1.0. O nível de ruído começa a invadir a cabine após os 100 km/h, mas de forma moderada. Aos 120 km/h, o barulho avança e fica mais alto, mas não chega a incomodar.
Os novos detalhes do acabamento interno, como as saídas de ar com aros em tom metálico, tecido nas portas, novo grafismo no painel, novo volante, bancos com novos tecidos, novos porta-objetos tentam conferir ao Celta um pouco mais de requinte, mas o acabamento geral do painel em plástico rígido e texturizado risca facilmente. Os bancos são confortáveis, mas por serem macios, ficar muito tempo ao volante acaba sendo cansativo.
Em resumo, as principais virtudes do Celta em relação aos concorrentes continuam sendo o bom motor, o valor razoável do seguro e dos preços das peças para manutenção. O acabamento segue o padrão de carro 1.0, com muito plástico, mas o tom de azul no quadro de instrumentos deu uma revitalizada no interior. Segundo estimativas da GM, o Celta é um dos modelos procurados pelas famílias brasileiras com renda entre R$ 2.000 e R$ 4.000, o que sugere uma compra mais racional, mais barata e com preço de revisão mais baixo.
FICHA TÉCNICA
Modelo: Celta 1.0 VHCE Flexpower
Carroceria: Hatchback 5 passageiros, 2 ou 4 portas, motorização dianteira, tração dianteira
MOTOR
Número de cilindros: 4 em linha
Cilindrada (cm3 ): 999
Válvulas: OHC, duas válvulas por cilindro
Injeção eletrônica de combustível: M.P.F.I. (Multi Point Fuel Injection)
Potência máxima líquida
(ABNT NBR 5484 – ISO 1585): Etanol: 78 cv a 6.400 rpm / Gasolina: 77 cv a 6.400 rpm
Torque máximo líquido
(ABNT NBR 5484 – ISO 1585): Etanol: 9,7 kgfm (95 Nm) a 5.200 rpm / Gasolina: 9,5 kgfm (93 Nm) a 5.200 rpm
Consumo NBR 7024 (km/l) - Cidade/Estrada/Combinado:
Gasolina: 13,8 / 16,9 / 15,0
Etanol: 9,5 / 12,2 / 10,5
DIMENSÕES
Distância entre eixos (mm): 2.443
Comprimento total (mm): 3.788
Largura carroceria (mm): 1.626
Largura total (mm): 1.771
Altura (mm): 1.429
Peso em ordem de marcha (kg): 860
Distribuição de peso (% dianteira/traseira): 63 / 37
CAPACIDADES
Porta-malas (litros): 260
Carga útil (kg): 490
Tanque de combustível (litros): 54
Óleo do motor (litros): 3,25 (3,5 com o filtro)
Sistema de refrigeração (litros): 6,4
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h): Etanol: 161 /Gasolina: 156
Aceleração 0 a 100 km/h (s): Etanol: 13s4 / Gasolina: 13s8
Retomada 40 a 100 km/h (s): Etanol: 15s6 (4a marcha) / Gasolina: 16s2 (4a marcha)
Retomada 80 a 120 km/h (s): Etanol: 18s4 (5a marcha) / Gasolina: 19s2 (5a marcha)
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