A Saab está passando por um dos momentos mais críticos de sua história. E sempre que uma melhora está à vista, um novo golpe acerta a montadora. Com problemas financeiros graves, a Saab havia fechado um acordo com as chinesas Pangda e Youngman para vender a marca por 100 milhões de euros. Mas a GM ainda possui uma fatia de controle da sueca, e para o negócio ser concluído, precisaria do aval da americana.
O problema é que a GM tem acordos com outras chinesas, a SAIC e a FAW. E vender a Saab para outros concorrentes chineses pode não ser a melhor ideia. Vários porta-vozes já deixaram claro que a GM pode negar o acordo, a menos que não afete os interesses da marca na China. O governo chinês também observa atentamente as negociações, com um temor de que mais montadoras entrando no país crie um excesso na produção, caso as vendas não sigam o ritmo de 2008 a 2010. Como os acordos anteriores são essenciais para a americana, principalmente o feito com a SAIC, que criou um dos maiores grupos montadoras da China e permitiu a sobrevivência da GM em outras ocasiões, é provável que a marca não permita o acordo - e em algum tempo, possa pedir ao governo chinês que devolva o favor.
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