De acordo com o consultor de mercado Paulo Roberto Garbossa, as vendas em janeiro deixaram claro que o setor deverá crescer entre 5% e 5,5% como projetado neste ano. "A tendência é de crescimento. O pacote em nada deve afetar as vendas internas", declarou o especialista.
Balanço
Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Veículos Automotores) divulgados anteontem revelaram que em janeiro foram emplacados 244,9 mil veículos, crescimento de 14,8% em relação ao mesmo período do ano passado, mas queda de 35,8% em comparação a dezembro.
"É uma redução esperada, já que começo de ano todos têm IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e escola das crianças para pagar", exaltou Garbossa.
Para a consultora Letícia Costa, o temor não se justifica. "Não há nenhum indício de que a presidente (Dilma Rousseff) mexa no mercado interno", analisou. "Primeiro é preciso esperar para saber quais serão realmente as decisões econômicas", completou.
Competitividade
Para Garbossa, uma medida econômica interessante seria encontrar uma maneira de transformar os carros brasileiros atraentes para o mercado externo.
"Temos uma capacidade de produção de 4,5 milhões de veículos e um mercado que consome 3,4 milhões. Precisamos tornar essa ociosidade atraente para outros mercados", explicou o consultor.
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