Para o executivo "o nível de crescimento registrado pela indústria de 2000 a 2010, de três vezes o PIB, acabou. Agora, o avanço do segmento se dará em linha com a economia nacional."
A competição deverá acirrar-se no cenário doméstico: de acordo com os dados apresentados pelo executivo no evento, em 2015 serão quinze montadoras no País a dividir 90% do volume de venda – em 2000 eram seis e em 2010, dez.
Referindo-se não diretamente à JAC, mas a "uma montadora chinesa", Munhoz disse que "o custo de um veículo deles equivale a 42% de um nacional. Não sei se o brasileiro vai comprar, mas eles vão dificultar ainda mais o repasse de custos".
A solução não está no câmbio: para o executivo, a valorização do real se manterá nos próximos três anos. Por isso, acredita, será preciso investir em automação. "Teremos que fazer o investimento que não fizemos no passado, quando a mão de obra era barata." De acordo com Munhoz a mão de obra brasileira custará US$ 25 por hora em 2014, sendo que nos Estados Unidos custa US$ 33. Neste novo cenário, entende, será preciso que ela esteja em outro nível no que diz respeito à formação.
E, acrescenta, com a competição acirrando-se, o setor precisa de um novo sistema tributário. "Precisamos de 240 funcionários para fechar o nosso livro fiscal. Nos Estados Unidos a GM tem apenas onze pessoas para esta função. Não estamos falando de redução de tributos, mas de reduzir os gastos para pagar os tributos."
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