No curto prazo o Brasil precisa tomar medidas de defesa deste mercado "que cresce como poucos e chama a atenção dos demais países que, com capacidade ociosa, exportam seus produtos para cá a custos marginais", como afirmou a consultora em sua apresentação no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2011, realizado no WTC, em São Paulo. Uma delas é equalizar as barreiras e os incentivos ao mesmo tempo em que encoraja investimentos em produção local, desonerando-os e garantindo às empresas custos competitivos.
Costa defende uma agenda de reformas progressivas do governo, a começar pela política, "pois é a que emperra as demais reformas". Um ajuste fiscal também é necessário para que os recursos possam ser destinados a obras de infra-estrutura, um dos grandes gargalos do mercado nacional – que, curiosamente, prejudica tanto as empresas aqui instaladas quanto as importadoras.
A indústria também deve fazer sua parte, investindo em produtividade. De acordo com a diretora da AEA de 2001 a 2009 o mercado cresceu a média de 6,6% ao ano e a produtividade do setor registrou alta média de 2,3% ao ano – o custo da não-qualidade em 2009 chegou a R$ 5,5 bilhões, 7,3% do faturamento do setor. "Há de se considerar, no entanto, que é difícil ser competitivo em um ambiente tão adverso."
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