A notícia acima é importante para nosso mercado por três motivos:
1. Como não é segredo para mais ninguém, o Cruze sedã chega ao Brasil no segundo semestre para aposentar de vez o Vectra. De carona, pode trazer logo na sequência a
versão hatch, recém apresentada no Salão de Genebra, que "mataria" o Vectra GT.
2. Apesar de já ter sido noticiado que o Cruze nacional, com motor flex, será fabricado em São Caetano do Sul (SP), a interrelação entre as fábricas brasileiras e argentina, para compartilhamento de técnicas e redução de custos, nos leva a crer que "nosso" Cruze não vai diferir em muito do modelo argentino comentado nesta reportagem.
3. O reforço na ficha técnica e lista de equipamentos do Cruze mostra que a GM já percebeu que terá de jogar pesado se quiser ter melhor sorte no atual momento do segmento de médios.
AS NOVIDADES
Comecemos com o Cruze mais potente, apenas para dar água na boca, já que o modelo não chegará ao nosso país, uma vez que motores a diesel não podem equipar carros de passeio por aqui. O motor a diesel VCDi de 2,0 litros (na verdade, 1.991 cm³) e 16V tem injeção direta de combustível common-rail e turbo e pode gerar 150 cv de potência; embora passe a equipar agora o Cruze argentino, não se trata de um motor novo, tendo sido utilizado pela primeira vez em 1998, pela Chevrolet europeia no Captiva vendido no velho Continente.
O importante para o Brasil, porém, é a adoção do câmbio automático sequencial de seis marchas no território "hermano", algo que deve ser estendido também para nossa linha. Até então, o modelo contava apenas com o câmbio manual de cinco marchas. A caixa complementa o pacote ténico do Cruze com motor a gasolina de 1,8 l, 16V e comando variável de válvulas (VVT), capaz de gerar 141 cv.
Com a alteração de catálogo, o Cruze passa a ter seis configurações por lá, sendo quatro a gasolina e duas a diesel. Os preços convertidos para reais, mas sem qualquer tipo de taxa de importação ou imposto, são: R$ 45.144 para o Cruze LT manual; R$ 48.066 para o LT automático (seis marchas); R$ 48.901 para o LT turbodiesel; R$ 52.323 para o LTZ manual; R$ 55.245 para o LTZ automático; e R$ 56.080 para o LTZ turbodiesel.
Na configuração mais completa a gasolina, a LTZ automática, o Cruze argentino traz também rodas de alumínio aro 17; seis airbags; freios com ABS (antiblocante), EBD (distribuição eletrônica de frenagem) e AFU (assistência de frenagem emergencial); controles de tração e de estabilidade; ar-condicionado automático; controle de velocidade (cruzeiro); sensores de estacionamento e de chuva; retrovisores com rebatimento elétrico; maçanetas cromadas; e teto solar elétrico.
Para ampliar a comparação futura (quando o modelo for lançado por aqui), o Cruze é vendido nos Estados Unidos em quatro versões básicas, tendo diferentes configurações de acordo com o revestimento interno (LS, LT, LTZ e Eco). O motor é sempre a gasolina, turbo, com 1,8 l de capacidade e 140 cv, tendo a caixa automática de seis marchas como padrão (apenas a versão Eco tem caixa manual, também de seis marchas) e dez airbags de série. Os preços em dólar são equivalentes a: R$ 27.049 (LS), R$ 30.026 (LT e Eco) e R$ 36.522 (LTZ).
MUITA LUTA
Se as especificações forem mantidas para o motor flex a ser apresentado com o modelo brasileiro, o Cruze terá boas armas para encarar os principais concorrentes: o Toyota Corolla tem motor de 1,8 l, 16V, VVT-i de 1380/140 cv (gasolina/etanol), além do motor japonês de 2,0l Dual VVT-i (comando variável de válvulas tanto na adimissão, quanto na exaustão) de 142/150 cv, mas ambos com câmbios manual de cinco marchas ou automático de apenas quatro, com valores entre R$ 60.300 e R$ 90 mil (uma atualização do Corolla será apresentada em breve, mas ainda não há indício de alterações de motor ou câmbio, apenas de visual); o Honda Civic conta com motor de 1,8 l, 16V e potência de 138/140 cv, bem como câmbios manual e automático de cinco marchas, valendo entre R$ 66.700 e R$ 86.750 (não incluimos aqui a versão Si, esportiva, por ser, na prática, um outro carro); feito na Argentina, o
Renault Fluence, recém-chegado às lojas, tem motor de 2,0 l, 16V, com comando variável de válvulas e capaz de gerar 140/143 cv, aliado a um ótimo câmbio manual de seis marchas ou ao automático do tipo CVT (relações "infinitas" de marcha), com preços entre R$ 60 mil e R$ 62.147; o mais novo integrante do páreo é o Peugeot 408, também produzido no país vizinho, com motor de 2,0 l, 16V e 143/151 cv, custando entre R$ 59.500 e R$ 80 mil.
Apenas para mostrar como a GM se porta atualmente nesta briga, o Vectra conta com arcaico motor de 2,0 l e oito válvulas capaz de gerar 133/140 cv e caixas manual de cinco marchas e automática de quatro. Os preços oficiais ficam em R$ 58.725 para a versão Expression, R$ 62.147 para a Expression e, por fim, R$ 71.980 para a Elite, que tem airbags frontais e laterais, rodas de alumínio aro 17, transmissão automática de quatro marchas, computador de bordo, sensor de chuva, freios ABS com EBD, acabamento em couro, som "premium" e teto solar.

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