Carsten Isensee, vice-presidente de finanças e estratégia corporativa da Volkswagen brasileira, afirmou na segunda-feira 14, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2011, que o preço da borracha subiu 102% de 2002 a 2010. A desconhecida Abidipa, auto-entitulada Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos, presidida por Rinaldo Siqueira Campos, proprietário de uma importadora de pneus sediada em Brasília, DF, que leva seu sobrenome, distribuiu na terça-feira 15 comunicado à imprensa no qual afirma que o aumento na matéria-prima foi de "100% nos últimos doze meses" e que "prevê aumento no preço de pneus nos próximos dias."
Renato Sarzano, diretor-superintendente da Continental Pneus na América Latina, afirmou que há especulação nos mercados da Malásia e Indonésia, maiores fornecedores globais da matéria-prima para fabricação de pneus. De acordo com o executivo o pico do preço do material chegou a US$ 5,35 o quilo, mas que atualmente o patamar desceu para US$ 4,60/kg. "O problema é que as fabricantes no Brasil planejaram-se para algo em torno de US$ 2,90 o quilo."
O diretor da Continental acredita que o preço ainda cairá mais com uma esperada redução na especulação das bolsas de commodities, mas confirma que há tendência de aumento no preço final dos pneus ao consumidor, movimento "que já vem acontecendo um pouco". Segundo seus cálculos, caso um fabricante brasileiro tenha adquirido borracha no pico do preço internacional, o reajuste necessário, aqui, seria na casa de 20%.
Ainda de acordo com Sarzano as compras de borracha são feitas com cerca de 60 a 90 dias de antecipação pelas fabricantes.
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