F GUIAUTO: Pirataria de autopeças atinge 10% do mercado nacional

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pirataria de autopeças atinge 10% do mercado nacional

Cerca de 10% das autopeças comercializadas pelo mercado de reposição no país são pirateadas. De acordo com o diretor executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e coordenador do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA), Antonio Carlos Bento, o preço menor atrai os consumidores. "As peças entram no país burlando a fiscalização e sem pagar impostos, grande parte vem da China. Além do déficit comercial que este movimento provoca na indústria, o risco de acidentes para os consumidores é muito alto", afirma o executivo.

Com um déficit comercial que deve superar os US$ 4 bilhões neste ano, o segmento de autopeças enfrenta problemas com o câmbio – o real mais valorizado incentiva as importações – e com a concorrência de países com a China. "Lidar com a pirataria em um cenário como este, no qual todos os elementos são dificultadores, é complicado", diz o diretor.

Segundo Bento, a maioria dos consumidores que opta por peças pirateadas desconhece a procedência dos produtos e só o faz por uma questão de economia. Por isso, para inibir o fenômeno da pirataria, a partir deste mês, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial) passa a exigir dos fabricantes de catalisadores automotivos, nacionais e importados, o selo de qualidade. Os vidros também foram certificados e as rodas de aço e alumínio já tiveram suas normas de conformidade aprovadas em novembro do ano passado – os fabricantes tem 12 meses para se adaptar as novas normas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário