Além de não oferecerem airbags ou freios com ABS de série – alguns nem como opcional –, os chamados "populares", como o Fiat Uno, demonstraram baixa rigidez estrutural. Os veículos foram submetidos a uma colisão frontal com uma barreira deformável a 64 km/h atingindo apenas parte da frente do carro, para simular um veículo no sentido contrário. A maneira como a carroceria se deformou nesses testes revelou que podem ocorrer sérias lesões nos ocupantes dianteiros, já que pedais e coluna de direção avançaram na cabine com a força do impacto. O Fiat Palio Fire – da antiga geração – e o Volkswagen Gol também tiveram as mesmas notas quando não equipados com airbags, caso de 90% das unidades vendidas. Nos modelos testados com as bolsas infláveis, a nota subiu para três estrelas. "Os veículos da marca atendem à legislação brasileira no que diz respeito à proteção dos ocupantes", se manifesta a Fiat de forma lacônica. E, de certa maneira, tem razão. Quem deveria zelar pela segurança dos consumidores, em primeiro lugar, seriam mesmo os governantes. Isso, claro, em um país "ideal".
A surpresa negativa do teste foi o recém-lançado Nissan March. O compacto, cuja marca se gaba de ser o único atualmente a oferecer airbags frontais de série em todas as versões, recebeu apenas duas estrelas no teste. O pior é que o modelo oferecido na Europa foi saudado pelo Euro NCAP com cinco estrelas, a nota máxima possível, o que leva à óbvia conclusão de que o modelo fabricado no México, e trazido ao Brasil, tem sérias diferenças estruturais em relação ao similar europeu. "A Nissan está ciente dos resultados da Latin NCAP e trabalha junto à organização para entender o que aconteceu", declaram os representantes da marca japonesa, dando a entender que o problema é no método de testar.
Outros modelos à venda no Brasil se saíram melhor. Ford Focus e Chevrolet Cruze conseguiram até respeitáveis quatro estrelas. Porém ainda uma a menos que na Europa, onde estão no grupo dos cinco estrelas. Segundo a Latin NCAP, foram encontradas diferenças estruturais entre os carros fabricados aqui e na Europa, ainda que o Cruze avaliado tenha sido fabricado na Coreia e importado para a Argentina, e não o Cruze produzido em São Caetano do Sul. Também é válido lembrar que o Focus vendido aqui é de uma geração já descontinuada na Europa – mas que, ainda em 2004, quando foi lançada por lá, obteve as cinco estrelas. A discrepância nesses resultados, dada a igualdade no procedimento dos testes, também leva à conclusão de que os carros feitos aqui são réplicas imperfeitas de seus originais. O Nissan Tiida conseguiu as mesmas quatro estrelas que nos testes realizados pelo NHTSA, principal órgão de segurança do tráfego norte-americano. mas somente quando equipado com duas bolsas frontais – aqui o equipamento de série contemplava apenas o airbag para o motorista. Ano que vem, o Tiida deve ter airbag duplo. Procuradas, Ford e Chevrolet não se pronunciaram sobre os resultados.
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