Apesar de veículos conectados à internet soarem como algo relativamente futurista, com sistema wi-fi disponível para motorista e passageiros, alguns lançamentos reais – e não de carros-conceito – já oferecem esta tecnologia. A General Motors, por exemplo, criou uma versão do Agile com internet wi-fi, proporcionada por um roteador 3G, que é vendida na Argentina como uma série especial de 200 unidades. O Ford Edge também pode ter acesso à internet e apresentar informações diversas em painel touch-screen, como previsão do tempo.
O diretor de engenharia do Google Wieland Holfelder afirmou à Roland Berger que a conectividade nos automóveis pode reduzir o peso e custo de dispositivos de segurança. A Continental, por exemplo, já desenvolveu sistema de monitoramento de pneus que envia informações de calibragem para um smartphone via internet.
A empresa também já tem estudos avançados de como carros conectados podem facilitar a definição de rotas – especialmente aquelas de fuga do trânsito.
Na opinião de Holfelder o grande desafio, no entanto, será integrar softwares e novos hardwares a automóveis. E a necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias e de integração, acredita ele, deverá gerar escassez de mão-de-obra especializada.
De acordo com a Roland Berger apenas na Alemanha a falta de mão-de-obra deve alcançar 1,8 milhão de vagas para especialistas em 2025.
A mesma opinião é compartilhada pelo diretor global da área de indústrias da consultoria Deloitte, Hans Roem, em entrevista exclusiva para a Agência AutoData. "Os engenheiros estão se aposentando e é difícil substituí-los. Isso é verdade na Alemanha e no Japão, por exemplo, e está se tornando uma questão fundamental para a indústria. A mão-de-obra para inovação é uma preocupação central hoje. Faltarão profissionais habilitados para gerir processos de inovação tecnológica."
Proximidade com TI – De acordo com o estudo da Roland Berger, para dar resposta às novas tendências tecnológicas em veículos as montadoras precisam se aproximar de companhias ligadas à tecnologia da informação. "O crescente número de dispositivos eletrônicos nos carros, a necessidade de compatibilidade de carros e dispositivos eletrônicos e novos conceitos de mobilidade que surgem indicam que as indústrias automotivas e de TI deveriam crescer juntas". Segundo o relatório, no entanto, as duas não poderiam ser mais diferentes.
As montadoras têm ciclos de vida de produtos de em média seis anos, fazem longa série de testes antes de qualquer lançamento, têm hierarquias bastante formais e uma cultura empresarial presencial. Já as grandes companhias de TI têm ciclos de vida de produtos de em média seis meses, com teste pelos consumidores de versão Beta de seus produtos, contam com hierarquias flexíveis e têm comunicações virtuais como algo natural, aponta a consultoria.
Apesar das diferenças, algumas empresas estão se movimentando nesse sentido. O maior exemplo até agora aconteceu há cerca de quatro anos, quando a Ford fechou um acordo para utilizar sistemas desenvolvidos pela Microsoft
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